Terceiro maior Estado em extensão territorial do país, com 903 mil km², Mato Grosso registra 42.538 índios, divididos em 42 etnias. Os dados são do último censo disponível do IBGE, de 2010. Ainda aponta 5.821 indígenas vivendo em áreas urbanas. Dos 141 municípios, 55 contam com terras indígenas, segundo a Funai. Em uma década, de 2000, quando se reunia uma população de 29.196, até 2010, houve aumento de 45,6% da população indígena no Estado.
De acordo com a Famato, 12% do Estado são de reserva indígena e esse percentual pode chegar a 18% se outras 21 áreas forem regularizadas. Na região Centro-Oeste, quando o assunto é população indígena, Mato Grosso só fica atrás do vizinho Mato Grosso do Sul, que conta com aproximadamente 72 mil índios.
Dos 141 municípios do Estado, em 55 há reservas indígenas, conforme mapa acima; MT é 2º do Centro-Oeste em população indígena, atrás apenas do vizinho MS
A presença indígena nas áreas urbanas só começou a ser inclusa no censo de 1991. Em terras mato-grossenses há apenas uma etnia isolada. Trata-se da Tupi Kawahiv, recém-descoberta. No território brasileiro ainda contabilizam-se 47 referências de grupos indígenas isolados que estão em processo ou em vias de levantamentos de dados preliminares, sendo 7 delas em Mato Grosso. Atualmente são 50 reservas indígenas regularizadas, 7 delimitadas, 7 declaradas e 7 em estudo, totalizando 71.
São consideradas terras em estudo aquelas que estão em processo de pesquisa antropológicas, históricas, fundiárias, cartográficas e ambientais. As delimitadas são quando os estudos são publicados pela Funai no Diário Oficial e encaminhados ao Ministério da Justiça. Declaradas são quando o ministro da Justiça autoriza a demarcação.
Sobre o nível de instrução, os dados são do censo de 2005. Na época, 9,9% dos professores que atuvam nas escolas indígenas não tinham concluídos o ensino fundamental; 12,1% contavam com o ensino fundamental completo; 64,8% com o médio e 13,2% com superior.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), nos dados sobre pós-graduação do mesmo ano, do total de ingressantes, apenas 15% estão entre negros, pardos e indígenas. A Universidade Federal de Mato Grosso iniciou em 2006, com parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Funai, o processo de inclusão de estudantes naturais de aldeias indígenas. Em 2007 foi criado o Programa de Inclusão Indígena (Proind), que tem como objetivo atender estudantes indígenas em cursos que são considerados elitizados, como, por exemplo, os de Medicina e Direito.