O índice oficial da inflação de 2025, medido pelo IPCA, fechou o ano em 4,26% e passa a ser a referência para a Revisão Geral Anual (RGA) dos salários dos servidores públicos de Mato Grosso. O percentual ficou abaixo da estimativa inicial de 4,56% prevista pelo governo estadual na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
A sessão que vai analisar e votar a reposição salarial está marcada para o dia 14 de janeiro, às 10h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O índice de 4,26% foi divulgado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do IPCA, considerado o indicador oficial da inflação no país.
O IPCA mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras, como alimentação, transporte, saúde, educação e habitação. Esse cálculo é feito mensalmente, a partir da coleta de centenas de milhares de preços em diversas regiões do país, e serve como base para políticas econômicas, definição de juros e, no caso do serviço público, para a recomposição salarial por meio da RGA.
Na prática, a Revisão Geral Anual tem como objetivo evitar perdas no poder de compra dos servidores. Quando o reajuste acompanha o IPCA, o salário mantém seu valor real frente à inflação. Se o reajuste for menor que o índice inflacionário, há perda salarial; se for maior, ocorre ganho real. Em Mato Grosso, o índice da RGA é enviado pelo governo à Assembleia Legislativa e precisa ser aprovado pelos deputados estaduais.
Além do debate sobre o percentual de 4,26%, os servidores públicos devem acompanhar atentamente o posicionamento dos parlamentares durante a votação. É fundamental avaliar, com responsabilidade, quais deputados de fato defendem os direitos do funcionalismo. Na ausência desse compromisso, a representatividade pode e deve ser redefinida de forma legítima e democrática nas próximas eleições.
Durante a sessão do dia 14 de janeiro, também será cobrada dos deputados uma posição clara sobre o passivo acumulado da RGA, que soma 19,52%. Esse percentual representa perdas salariais de anos anteriores e segue como uma das principais reivindicações do funcionalismo estadual. A expectativa é que a Assembleia não apenas vote o índice atual, mas também se comprometa com a construção de uma solução para essa dívida histórica com os servidores.
O debate sobre a RGA vai além do número apresentado. Ele envolve a valorização do serviço público, a preservação do poder de compra dos trabalhadores e a responsabilidade política de quem decide sobre o futuro salarial de milhares de famílias em Mato Grosso. Por isso, a presença, a mobilização e a atenção dos servidores neste momento são decisivas.
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