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SISMA-MT participa de coletiva sindical em defesa da RGA e cobra diálogo sobre passivo de 19,52%


13-01-2026 13:48 - ASSESSORIA SISMA MT



O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA-MT) participou, nesta terça-feira (13), de uma coletiva de imprensa com lideranças sindicais estaduais, realizada pela Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), para reforçar a defesa da Revisão Geral Anual (RGA) e cobrar a recomposição do passivo salarial acumulado de 19,52%.


Durante o encontro, representantes de diversas categorias denunciaram o descumprimento de um compromisso assumido pelo Governo do Estado de abrir diálogo com os servidores para tratar das perdas salariais acumuladas.


De acordo com a federação, a promessa gerou expectativa entre os trabalhadores do serviço público, que aguardaram uma convocação formal para negociação. Apesar de ofícios e tentativas de contato, o movimento sindical afirma que não houve retorno do Executivo. As entidades ressaltaram que sempre estiveram abertas ao diálogo e que a ausência de negociação não partiu dos sindicatos.


A coletiva ocorreu às vésperas da sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, marcada para esta quarta-feira (14), às 10h, quando deve ser votado o projeto do Executivo que prevê reajuste de 4,26%, índice correspondente ao IPCA de 2025.


Representando o SISMA-MT, o presidente Carlos Mesquita destacou a importância da unidade entre as categorias neste momento decisivo. Para ele, a defesa da RGA e do passivo acumulado exige mobilização, organização e pressão política. “Esse é um momento em que os servidores precisam estar unidos. Só com mobilização e estratégia coletiva vamos conseguir avançar na defesa dos nossos direitos. A RGA é um direito constitucional, e o passivo representa anos de perdas que não podem ser ignoradas”, afirmou.


Mesquita também ressaltou que 2026 é um ano eleitoral e que esse fator deve ser considerado pelos servidores. “É fundamental que cada servidor observe com atenção quem, de fato, está ao lado do funcionalismo. A escolha dos nossos representantes precisa levar em conta quem defende o serviço público, quem vota a favor dos trabalhadores e quem está disposto a enfrentar o debate sobre valorização salarial e condições de trabalho”, completou.


Ao final do encontro, as lideranças sindicais alertaram que a falta de diálogo pode levar a um endurecimento da mobilização, incluindo indicativos de paralisação. As entidades reforçaram que a prioridade segue sendo a negociação, mas que os servidores não podem continuar arcando sozinhos com perdas salariais enquanto o Estado mantém superávit fiscal e financeiro.


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