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Justiça nega ação, mas SISMA afirma que seguirá na luta pelo chamamento dos aprovados na Saúde


18-02-2026 13:23 -


Foto: Lucas Ninno/Gcom

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou pedido judicial que buscava obrigar o Estado a convocar os candidatos aprovados no concurso público da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). A decisão foi publicada nesta semana e mantém, por ora, o cronograma definido pelo governo para eventuais nomeações.


Na decisão, o magistrado entendeu que não cabe ao Poder Judiciário impor ao Executivo a convocação dos aprovados por meio de ação civil pública, sustentando que a nomeação deve observar critérios de conveniência administrativa, planejamento orçamentário e gestão de pessoal.


O concurso público nº 01/2024 foi homologado em 09 de julho de 2024, contemplando diversas áreas estratégicas da saúde, como enfermagem, medicina, farmácia, fisioterapia e outras especialidades fundamentais para o funcionamento da rede estadual. Mesmo com a validade do certame em vigor, muitos aprovados seguem aguardando convocação, enquanto o Estado mantém contratos temporários e processos seletivos simplificados para suprir a demanda nas unidades.


Para o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA-MT), a decisão judicial não encerra a discussão. A entidade reafirma seu posicionamento contrário às terceirizações e à substituição de servidores efetivos por vínculos precários.


“O SISMA é totalmente contrário à política de terceirização e à precarização do SUS. Concurso público é a regra constitucional. Vamos recorrer em outras instâncias e continuar na luta pelo chamamento dos aprovados. É uma questão de respeito a todos que estudaram, foram aprovados e aguardam sua nomeação, e acima de tudo a substituição dos servidores que estão se aposentando”, destacou o presidente Carlos Mesquita.


O sindicato reforça que a convocação dos aprovados é fundamental para fortalecer o Sistema Único de Saúde em Mato Grosso, garantir continuidade e qualidade no atendimento à população e assegurar estabilidade técnica nas equipes. A entidade também alerta que a manutenção excessiva de contratos temporários fragiliza o serviço público e compromete a construção de políticas permanentes na saúde estadual.


O SISMA-MT informa que seguirá acompanhando o caso juridicamente e politicamente, articulando junto a outras instituições e cobrando do governo estadual o cumprimento do princípio constitucional do concurso público.


A luta continua pelo chamamento dos aprovados e pelo respeito aos servidores da saúde.


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