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Rachaduras em ala do Hospital Regional de Sorriso levam à retirada de pacientes da UTI


04-03-2026 13:05 - ASSESSORIA SISMA MT

Pacientes precisaram ser removidos às pressas de uma ala do Hospital Regional de Sorriso após o surgimento de rachaduras na estrutura do prédio. O caso foi divulgado pela imprensa local e acendeu um alerta sobre as condições estruturais da unidade de saúde.


De acordo com informações divulgadas pelo portal MídiaJur, a situação mais crítica ocorreu na UTI adulta, onde parte da estrutura apresentou rachaduras mesmo após uma reforma realizada há menos de um ano. Diante do risco, pacientes precisaram ser retirados do local e transferidos para outros espaços da unidade.


Segundo relato de uma diretora do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA-MT), que atua no hospital, a situação gerou preocupação entre os profissionais e pacientes.


“Foi na UTI adulta, que tinha sido reformada há menos de um ano. A estrutura praticamente caiu em cima dos pacientes. Toda a estrutura do hospital novo começou a apresentar rachaduras. A UTI foi o setor mais crítico e os pacientes tiveram que ser transferidos para quartos comuns da clínica cirúrgica, que precisaram ser adaptados para receber os pacientes”, relatou.


A diretora também destacou que outras áreas da unidade apresentam problemas semelhantes. Segundo ela, uma ala recentemente construída chegou a apresentar rachaduras em poucos meses de uso.


“A construção da ala B parecia perfeita, mas não durou nem meio ano. Tivemos que voltar atrás, porque surgiram rachaduras e infiltrações. Hoje virou praticamente um depósito por causa das condições da estrutura”, explicou.


Além do risco estrutural, a situação acabou impactando o funcionamento de outros setores do hospital. Com a retirada dos pacientes da UTI para leitos da clínica cirúrgica, parte da estrutura destinada a procedimentos acabou sendo utilizada para acomodar pacientes em estado crítico.


O SISMA-MT informou que está acompanhando o caso e reunindo todas as informações para cobrar providências da Secretaria de Estado de Saúde e garantir a segurança de trabalhadores e usuários do SUS.


Para o presidente do sindicato, Carlos Mesquita, a situação é grave e precisa de resposta rápida das autoridades responsáveis.


“O bem-estar do servidor e dos pacientes do SUS é prioridade absoluta. Não podemos aceitar que estruturas de saúde sejam conduzidas de forma que coloquem em risco quem trabalha e quem precisa de atendimento. O SISMA está acompanhando esse caso de perto e cobrando uma solução rápida para garantir segurança e condições adequadas de atendimento”, afirmou.


O sindicato também destacou que continuará fiscalizando a situação da unidade e cobrando transparência sobre as obras realizadas no hospital, especialmente diante da recorrência de problemas estruturais em reformas recentes.


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