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Governo de Mato Grosso é alvo de ação por falhas graves em hospital regional e expõe crise na saúde pública


24-03-2026 10:32 -


Foto: Reprodução Internet

O governo de Mauro Mendes passou a ser alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que aponta falhas estruturais graves no funcionamento do Hospital Regional de Sorriso. A ação revela um cenário preocupante, marcado por falta de profissionais, leitos fechados e problemas na assistência à população.

De acordo com a denúncia, o hospital enfrenta um déficit histórico de servidores, que chegou a cerca de 140 profissionais, principalmente na área de enfermagem. Esse quadro impactou diretamente o funcionamento da unidade, levando ao fechamento de leitos e até à suspensão de cirurgias eletivas em determinados períodos.

Mesmo sendo referência regional para atendimentos de média e alta complexidade, incluindo casos de urgência, traumatologia e gestação de alto risco, a unidade operou com estrutura insuficiente para atender a demanda. Em alguns momentos, setores essenciais funcionaram com número de profissionais abaixo do mínimo recomendado, aumentando o risco de falhas no atendimento.

A ação também aponta falhas graves na assistência obstétrica, pediátrica e neonatal. Houve períodos em que não havia pediatra ou neonatologista dedicados aos partos, situação considerada incompatível com a complexidade dos atendimentos realizados na unidade.

Além da falta de pessoal, o Ministério Público identificou problemas estruturais no hospital, como infiltrações, rachaduras, falta de climatização, ausência de água em setores e condições inadequadas de higiene, levantando inclusive riscos sanitários e de segurança para pacientes e trabalhadores. 

Diante desse cenário, o MPMT pede que o Estado apresente um plano de reestruturação completo da unidade, incluindo recomposição do quadro de servidores, reabertura de leitos, melhorias na estrutura física e garantia de atendimento adequado nas áreas mais sensíveis. 

Para o SISMA-MT, a ação confirma um problema que o sindicato vem denunciando há anos: a falta de servidores efetivos e o abandono do planejamento adequado na saúde pública. O sindicato reforça que há profissionais aprovados em concurso público aguardando convocação, enquanto unidades seguem operando com déficit de pessoal.

O SISMA também destaca que a terceirização e a precarização das relações de trabalho não resolvem o problema estrutural da saúde. Pelo contrário, agravam a instabilidade das equipes e comprometem a qualidade do atendimento prestado à população.

“O que estamos vendo é o reflexo direto da falta de investimento em servidores efetivos. A saúde pública precisa de concurso, planejamento e valorização dos profissionais. Não é possível aceitar que hospitais funcionem nessas condições, colocando em risco servidores e pacientes”, reforça o posicionamento do sindicato.

O caso do Hospital Regional de Sorriso escancara uma realidade que não é isolada no estado. Para o SISMA-MT, é urgente que o governo enfrente o problema de forma estrutural, com a convocação dos aprovados, recomposição das equipes e garantia de condições dignas de trabalho.

A luta do sindicato segue firme: por respeito aos servidores e por um SUS forte, capaz de atender a população com qualidade, segurança e dignidade.


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