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Uma situação preocupante acende alerta na saúde pública de Mato Grosso: a demissão de 56 servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode resultar no fechamento de até 40% das bases em Cuiabá e Várzea Grande, conforme informações divulgadas pela imprensa.
De acordo com a reportagem, a redução no quadro de profissionais compromete diretamente a capacidade de resposta do serviço, responsável por atendimentos de urgência e emergência que salvam vidas diariamente. Com menos equipes disponíveis, o tempo de atendimento tende a aumentar, colocando em risco pacientes que dependem de assistência imediata.
O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, que também foi ouvido na matéria, fez um alerta contundente sobre os impactos da medida. Segundo ele, a situação é grave e pode trazer consequências diretas à população.
“Estamos falando de um serviço essencial. O SAMU não pode funcionar com redução de equipe. Isso significa menos ambulâncias nas ruas, maior tempo de espera e risco real para quem precisa de atendimento imediato”, afirmou.
Mesquita também destacou que o problema não é isolado, mas reflete um cenário mais amplo de fragilização da saúde pública no estado. “O que estamos vendo é uma sequência de decisões que enfraquecem o SUS. Falta servidor em hospitais, falta planejamento e agora chegamos ao ponto de comprometer um serviço estratégico como o SAMU”, pontuou.
O presidente do sindicato reforçou ainda que há alternativas mais adequadas, como a convocação de profissionais e a valorização dos servidores efetivos. “Enquanto existem profissionais capacitados aguardando oportunidade, vemos medidas que reduzem equipes. Isso não resolve o problema, só agrava. A saúde precisa de investimento em pessoas, em servidores concursados, que garantem continuidade e qualidade no atendimento”, completou.
Mesquita também chamou atenção para o impacto direto na população. “Não é uma questão administrativa, é uma questão de vida. Quando uma ambulância demora, quando uma equipe não chega a tempo, quem sofre é a população. Não podemos aceitar esse tipo de retrocesso”, destacou.
A situação evidencia, mais uma vez, um problema recorrente na saúde pública estadual: a falta de planejamento e valorização dos servidores. O impacto não é apenas interno, mas atinge diretamente a população, que pode ficar desassistida em momentos críticos.
O SISMA-MT segue acompanhando o caso e reforça sua posição contrária à precarização do trabalho na saúde. Para o sindicato, é fundamental fortalecer o SUS com mais servidores, melhores condições de trabalho e políticas públicas que garantam atendimento digno à população.
A entidade reafirma que continuará atuando na defesa dos trabalhadores e cobrando soluções efetivas para evitar o desmonte de serviços essenciais como o SAMU.