Após semanas de mobilização, apreensão e cobrança por parte dos trabalhadores e entidades representativas, o Governo do Estado anunciou, nesta quarta-feira (30), a retomada dos contratos dos 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que haviam sido desligados no mês de março e abril. A decisão foi confirmada durante reunião realizada no Palácio Paiaguás, com a presença da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, do SISMA-MT e dos próprios servidores.
Em março e abril, 56 trabalhadores foram desligados do serviço, sendo 22 enfermeiros, 24 técnicos de enfermagem e 10 condutores socorristas. A medida impactou diretamente o funcionamento do SAMU, com reflexos no atendimento à população, além de gerar forte preocupação sobre a continuidade do serviço em diversas regiões.
Com a retomada dos contratos, o Governo do Estado reconhece a importância desses profissionais para o funcionamento do SAMU e para a assistência de urgência e emergência em Mato Grosso. A decisão ocorre após uma série de articulações, denúncias e acompanhamento por parte do SISMA-MT, que desde o início alertava para os riscos da redução das equipes.
O caso reforça uma situação que o sindicato já vinha denunciando: a falta de planejamento e decisões que comprometem a estrutura do serviço. O problema não é isolado e evidencia a necessidade de construção de soluções estruturais para evitar que situações como essa voltem a ocorrer.
Para o SISMA-MT, a retomada dos profissionais é uma vitória importante, mas também um alerta sobre a fragilidade do sistema quando não há estabilidade e planejamento. A ausência desses trabalhadores demonstrou, na prática, o quanto o SAMU depende de equipes completas e valorizadas para garantir o atendimento à população.
O sindicato reforça que a solução definitiva passa pela valorização dos profissionais e pela estruturação do serviço com servidores efetivos. A manutenção de vínculos precários e a descontinuidade contratual geram insegurança e colocam em risco a assistência.
São os servidores que sustentam o SUS todos os dias. Mesmo diante de dificuldades, são eles que garantem que o atendimento aconteça. Quando há redução de equipes, o impacto é imediato e atinge diretamente a população que depende do serviço.
O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, destacou a importância da decisão e a construção do diálogo. “Essa é uma conquista construída com mobilização, diálogo e responsabilidade. Agradecemos a abertura do governo em ouvir os servidores e cumprir o compromisso firmado. Esses profissionais são essenciais e fazem a diferença todos os dias no atendimento à população”, afirmou.
O SISMA-MT seguirá acompanhando o desdobramento das medidas e atuando para garantir condições dignas de trabalho, valorização dos servidores e fortalecimento do serviço público de saúde.