O SISMA-MT esteve presente no ato e realizou a assembleia no local aprovando o estado de greve diante da falta de avanço nas negociações sobre valorização salarial e demais pautas da categoria.
Durante o ato, os trabalhadores também cobraram a convocação dos aprovados em concursos públicos e criticaram a política de redução de servidores efetivos dentro da estrutura estadual. Na saúde, representantes da Associação dos Aprovados no Concurso da SES-MT também participaram da mobilização pedindo o chamamento dos concursados para reforçar o atendimento nas unidades estaduais.
Para os servidores da saúde, a situação se agrava diante da sobrecarga enfrentada nas unidades, déficit de profissionais e dificuldades estruturais dentro da rede estadual. O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, afirmou que a aprovação do estado de greve demonstra o nível de insatisfação da categoria e a necessidade de abertura imediata de diálogo com o Governo do Estado.
“Os servidores da saúde estão cansados de promessas e de ver o poder de compra sendo reduzido ano após ano. A categoria aprovou estado de greve porque entende que é preciso avançar nas negociações e garantir valorização real aos trabalhadores que sustentam o SUS diariamente”, destacou.
Mesquita também reforçou que a mobilização demonstra união entre os servidores públicos de Mato Grosso. “O ato mostrou a força do funcionalismo público. Tivemos servidores da saúde de diversas unidades presentes, defendendo seus direitos e cobrando respeito com quem está diariamente atendendo a população”, afirmou.
Durante a assembleia, também foi aprovado pelos servidores um calendário permanente de mobilizações. Segundo o presidente do SISMA-MT, a categoria pretende intensificar os atos públicos para mostrar à sociedade a realidade enfrentada dentro da saúde pública estadual.
“A cada 15 dias vamos realizar mobilizações para mostrar à população a realidade da saúde em Mato Grosso, as dificuldades enfrentadas pelos servidores e a necessidade de valorização do serviço público. Não vamos aceitar em silêncio diante da precarização e da falta de reconhecimento aos trabalhadores”, afirmou Carlos Mesquita.