De acordo com a reportagem, o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e teria permanecido sob sigilo nos últimos meses. As informações apontam que os criminosos teriam sequestrado dados da Secretaria e exigido pagamento para devolução dos arquivos, além de ameaçarem divulgar documentos obtidos durante a invasão.
Os arquivos atingidos envolveriam documentos administrativos, relatórios internos, informações relacionadas à gestão da saúde pública e materiais que poderiam ser utilizados em processos de fiscalização e investigação. A dimensão do caso chamou atenção justamente pelo volume de informações supostamente afetadas.
Em nota divulgada à imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde informou que identificou o incidente, adotou protocolos de segurança, comunicou os órgãos competentes e trabalha na recuperação das informações. A pasta também afirmou que os serviços essenciais não foram interrompidos e que os sistemas estão sendo restabelecidos gradativamente.
Diante da gravidade da situação, o SISMA-MT acompanha o caso e cobra esclarecimentos da Secretaria de Estado de Saúde sobre a dimensão dos danos e os possíveis impactos para a administração pública.
Para o sindicato, além dos reflexos sobre documentos administrativos, a situação também levanta preocupação em relação à proteção das informações dos servidores.
O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, afirmou que o episódio exige transparência e respostas rápidas por parte do Estado.
“Se essas informações forem confirmadas, estamos diante de uma situação muito grave. É preciso esclarecer o que aconteceu, quais dados foram afetados e quais medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança das informações da saúde pública e dos servidores”, destacou.
Mesquita também ressaltou que a situação gera insegurança entre os trabalhadores da saúde. “Se houve uma invasão dessa proporção, é natural que exista preocupação sobre a proteção dos dados armazenados pela Secretaria. Os servidores precisam ter a garantia de que suas informações estão protegidas e que o Estado possui mecanismos de segurança adequados”, afirmou.
O sindicato defende que o caso seja apurado com rigor e que a Secretaria apresente informações oficiais à sociedade sobre os impactos da possível invasão, os documentos afetados e as providências adotadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.